quinta-feira, agosto 21, 2008

ELA O VIU PELA PRIMEIRA VEZ


mulher no espelho . Di Cavalcanti

ELA O VIU PELA PRIMEIRA VEZ.

Carmen L. Fossari

Os olhos menina
Não enxergaram
Ele vivia tão perto
Vindo das imagens
De um jogo de palavras
Assim ao universo
Do intangível ali.

Ecos da infância
Um reduto sagrado
Catedral Lírica
Onde o tempo congela
À ternura
As inconscientes Proteções da infância.


Um dia, o Menino das palavras
Havia adultecido
Numa esquina ao por do sol.

Não era ele o ‘homenzinho”
Homem, ele ser e estar.
Leva nas mãos uma mala
De palavras sonhos, lunares mapas
É o tempo de hoje
Em madurez frente a frente
Palmilhando a vida.

Confronto,uma fonte jorrando
claridade.

A menina ficou distante
Num volteio da lua frente ao
Sol em seu calor.

Mulher, ser, estar
A vida hoje e o desafio
Presente.

O tempo é ágil
Precisava olhar e rever
Haveria desta menina
Permitir o tempo seu
Mulher, depois da Menina,
Retornar ao seu estar.

E no amanhecer frente ao espelho
Viu adentrar uma estrada infinda
Do feixe de luz caminhante
Da janela que agora
Abriu, como uma fenda
Ao coração adulta
Vento
Ao tempo
A viver
A rever
A encontrar.


um mapa dos céus lido , um comentário postado , do universo, reverso do 'homenzinho"
do Montijo.

3 comentários:

joão m. jacinto & poemas disse...

Um poema iluminado de estrelas e com sabedoria!...

Parabéns!


Respondo-lhe com este;


Voltas


Voltas
e mais voltas,
antes de conseguir
encontrar o descanso
e a cama.

Esconde-se em mim
um desassossego,
que não conheço,
nem controlo.

Adio
constantemente,
sem me aperceber,
o confronto
com o que me limita
e me faz ser
assim...

É tão bom
sentir o ar puro
e fresco,
quando inspirado,
devagar,
pela manhã.


Abraços poema,

joão m. jacinto

CARMEN L. FOSSARI disse...

João

Voltas
belissimo teu poema, um rondó
e no giro das voltas que escreves... escrevi este..

VOLTEAR

carmen l. fossari
Nas idas
Da vindima
Vou ou sou
Ou estou ou vou
Uva bordeau entrelaçada
Maturando
Das macias mãos
Ao cacho recolhida
Ponto a ponto
Enleio de me leres.
A boca que saliva
Todas as sedes
Tramadas aos fios da seda colorida
Cedo a sede
Da volúpia de ir e vir
De ficar , de partir
De retornar
Tantas vezes .
Retorno macerada,
Borbulha o vinho
Escorreito do meu leito.
A liquidez que embriaga
Não é minha
Sendo d.eu a ti pertence
E não sabemos
Onde a volta é prenúncio
De partir
De chegar ou de voltar...

bj

carmen

CARMEN L. FOSSARI disse...

João

Voltas
belissimo teu poema, um rondó
e no giro das voltas que escreves... escrevi este..

VOLTEAR

carmen l. fossari
Nas idas
Da vindima
Vou ou sou
Ou estou ou vou
Uva bordeau entrelaçada
Maturando
Das macias mãos
Ao cacho recolhida
Ponto a ponto
Enleio de me leres.
A boca que saliva
Todas as sedes
Tramadas aos fios da seda colorida
Cedo a sede
Da volúpia de ir e vir
De ficar , de partir
De retornar
Tantas vezes .
Retorno macerada,
Borbulha o vinho
Escorreito do meu leito.
A liquidez que embriaga
Não é minha
Sendo d.eu a ti pertence
E não sabemos
Onde a volta é prenúncio
De partir
De chegar ou de voltar...

bj

carmen