sábado, julho 22, 2017

LUZ EM EINSTEIN PROCESSO DE MONTAGEM

 LUZ EM EINSTEIN
 Carmen Fossari







      Um texto que levou dois anos e meio  entre a pesquisa  e a primeira escritura da dramaturgia que  deletei por perceber que tinha  escrito uma biografia   dialógica  e tinha me proposto uma dramaturgia resolvi recomeçar....
  
        Após reescrever  inseri  a personagem  Albert Einstein e suam   múltipla forma de ser tantos em um . Ele foi   dimensionado  na dramaturgia por seus pares evocados  da ciência e personagens de sua vida familiar e afetiva - tratados dramaturgicamente.
            O personagem protagônico :uma unidade formada por  três  personagens cada qual  representado  por um ator em fases  cronológicas distintas  da vida do cientista  ; em  muitos momentos  eles dialogam   na cena entre si provocando um rompimento dramatúrgico  com o teatro clássico aristotélico de ação contínua de começo, meio e fim. Seguindo   a linha do Teatro Épico,a peça inicia com AE, aos 75 anos e finaliza com ele aos vinte e tantos anos, sendo que ao meio da peça é anunciada a sua morte.
       A dramaturgia registrei no fim do a no de 2016 na Biblioteca Nacional.
     Começamos os ensaios da peça LUZ EM EINSTEIN  onde  realizo a  direção e produção geral  no segundo semestre de 2016, mas os estudos  sobre AE, datam de um ano antes. A estréia será
em  Novembro de 2017.
       Neste fim de semana realizamos um  ensaio intensivo com a presença de dois atores que interpretam Einstein Bruno Leite , que veio de Sampa e Leon de Paula, o terceiro Einstein Nei Perin   estava for da Ilha ...

      Além do elenco  a presença do arquiteto , cenógrafo e ator do    Grupo PesquisaTeatro Novo GPTN/ DAC Marcio Tessmann que  juntamente com o cenógrafo e arquiteto Marcos Carioni aasinam o projeto cenográfico. A equipe técnica  conta ainda com Gabriel Fahdo que assina a sonoplastia e o áudio visual do espetáculo,o apoio de Daniel Martins como contra-regra. preparação corporal Mariana Lapolli e vocal Thaianna Volkamann Nakandakari, ambas  atrizes no espetáculo.
 
    O  figurino a cargo do artista  Atelier José Alfredo Beirão Filho e Edmundo Meira.

     Importante ressaltar o apoio da Secretária de Cultura da UFSC Maria Borges e do Reitor Luiz Cancellier que sempre  acreditaram  neste nosso desafio de encenar no limiar da Arte e Ciência, experiência já desenvolvida pelo GPTN em As Luas de Galileu Galilei.

    Este trabalho contou com a  assessoria de pesquisa  do astrofísico Adolfo Stotz Neto,  presidente do GEA, Planetário da UFSC/CFH que proferiu algumas valiosas palestras ao GPTN e motivou  que eu começasse a pesquisar a vida e a obra de Albert Einstein, tarefa que  chegou a me tomar algumas vezes 15 horas dia... , usualmente  entre  8- 9 horas ,período     que    levou dois anos .
A vida  do prêmio Nobel da  física o gênio Albert Einstein, que percebeu a unidade tempo-espaço e com sua teoria da Relatividade Geral impulsionou   uma nova visão  do ordenamento do universo, foi  malgrado seu mau jeito com a fidelidade amorosa com suas  mulheres um ser humano tão excepcional quanto sua genialidade  ao ser um fiel propagador da cultura da  Paz  universal...ainda que para os mais desavisados tenha  alguma responsabilidade sobre  o projeto da Conexão Manhattan que resultou na  nefasta  bomba atômica...mas será indo ao teatro em Novembro...que  todo este universo será  revelado  pela representação teatral.
Neste momento da montagem os atores ainda leêm o texto, enquanto fazemos marcações iniciais e  desenvolvem a construção de suas personagens .
Elenco :  NEI PERIN, BRUNO LEITE, LEON DE PAULA  ( 3 idades de Albert Eisnstein)
Ivana Fossari, Julião Gularte, Mariana Lapolli, Thaianna Volkmann Nakandakari,Muriel Martins, Cristiano Cunha, Ana Paula Lemos, Roberto Moura, Valdir Silva, Lisandra Iwersen,Uziel Santana,Heitor Darós,Suélen Benincá,Marcelo Cidral,Viviana Bittencourte e Gustavo R.Gonçalves.

Texto e Direção Geral : Carmen L. Fossari

Fotos do ensaio ainda com texto... na busca das personagens

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segunda-feira, dezembro 19, 2016

ENTRE   ÍCONES DA ARTE BRASILEIRA.

Por Carmen Fossari (*)


A Primeira Missa do Brasil por Victor Meirelles – pintor catarinense



O Grito do Ipiranga    p;or Pedro Américo –pintor paraibano


      Há um pensamento que vez e outra ganha a mídia, com reprovação da maioria das pessoas e mesmo sem muito eco  insiste no nefasto slogam “o sul é o meu país”-  Evidencia  tal dito a desinformação sobre  a nossa história e sob o viés da arte e cultura traço um breve olhar , aliás mínimo ,face a imensidão do nosso chão brasileiro de arte e cultura.


            A construção da cultura de uma nação é sempre um  somatório do modo de falar, fazer e criar sua escritura diante  da geografia circundante. Um dos aspectos da cultura humana – e certamente o que mais trata do universo onírico, mesmo que seja para trazer a tona o universo real : é a arte.

           A arte, por sua vez é do ponto de vista conceitual multifacetada por linguagens, escolas- estilos , mas há ainda uma compreensão de que possa ser  popular e erudita. Tal  divisão não seria tão  nociva não viesse talhada por um consenso de uma arte maior e uma arte menor, naquilo que pode  valorar a sua importância.

            Contraditoriamente  quanto mais for  vivenciada a arte dita popular, mais forte será. Assim, os poetas da literatura de cordel do estado da Paraíba,  ao imprimirem artesanalmente e incluírem a arte da xilogravura nas capas- dos cordéis, vendidos nas feiras livres e outros espaços, conseguem  através da poesia  “cantarem a sua tribo” pois que os escritos  tem ressonância na comunidade .

           Os gregos (Séc.V aC ) “cantavam sua tribo” evocando nas  suas peças a presença das figuras  mitológicas; reverberavam a  sua identidade macerada  na construção  mítica / religiosa dos cidadãos .

           O Brasil é repleto das manifestações ditas populares /folclóricas-  eventos que se repetem num determinado calendário, portanto previsível enquanto manifestação na forma/conteúdo (diferente da arte , imprevisível –sem calendário e que se caracteriza por sua unicidade forma/conteúdo) .
          As manifestações folclóricas são repletas de linguagens artísticas em suas estruturas .

            Estabelecer critério valorativo entre a arte popular e erudita é tão inconsistente quanto considerar uma cultura regional superior a outra.

             O folguedo catarinense Boi de Mamão, resulta de várias artes  : a música, o  canto, do improvisador dos versos- o cantador, do escultor que molda os animais do jogo e  dos dançarinos. O Boi de mamão, à sua vez tem outras representações no país  como o Bumba meu Boi, Boi Bumbá, Boi de Vara, Boi de Pano. Cada qual em sua natureza traz elementos de arte ,ressalvando-se  a beleza dos bordados brilhantes do Boi Bumbá maranhense.

             Outra variação da celebração da morte e ressureição do “boi” acontece no Festival de Parintins, no Amazonas .  Anualmente , mês de Junho, na Ilha de Parintins um festival reúne em  três noites 100 mil pessoas ,a linguagem da arte  explode em esculturas que atingem até 26 metros de altura em plena Floresta amazônica. Ali  a festa popular, dita folclórica é construída  sob a égide da Arte.  No quesito música são compostas até 20 toadas por Boi(vermelho/Boi Garantido e azul Boi Caprichoso.) na explosão de cor e movimento há a presença indelével  da cultura indígena perpassada na criação artística do espetáculo.

          A arte está presente  na maior manisfestação cultural , dita popular do Brasil os desfiles das Escolas de Samba . Nascido o samba nas comunidades afro-brasileiras. Uma Escola de Samba apresenta um enrêdo -a história que deve ser contada e cantada através de  alas e dos carros  alegóricos. A criação dos figurinos , adereços e carros  alegóricos  é realizada coletivamente e resultam em obras de arte, perecível , talvez um dos motivos que estimule tanto a criatividade –superar-se ano a ano. Os desfiles  de  Escolas de Samba acontecem em muitos estados brasileiros , a saber:,PB, ES,MG,RJ, SP,PR, SC, RS.

            De origem portuguesa as Festas do Divino - diferente dos Açores, adquirem no Brasil um caráter de status quo com luxuosos figurinos usados pela “corte imperial” .

              O Cacumbi, Ticumbi, Congada, manifestações afro-brasileiras, mantém suas identidades étnicas através  do sincretismo religioso .

                A característica  destas manifestações  que ocorrem em várias regiões brasileiras é  a encenação :o jogo dramatico ,o duelo das personagens. Como  acontece nas Cavalhadas em  Goiás, com arte e dramaticidade. Igualmente o Reisado, Pastoril, Maculelê, Maracatu Chegança, ainda o Pau de Fitas o Kerb de origem alemã ou nossas mitológicas  bruxas que se reúnem sob pedras e o mar capturadas na mente do pesquisador  e artista Franklin Cascaes
             O universo cultural brasileiro absorve ainda a cultura  do hemisfério sul, cultura gaúcha. A arte  de origem indígena, a cestaria,  a cerâmica e  a plumária habitam   esta nação  desde antes das caravelas aqui aportarem.

              A arte brasileira ,dita erudita ,bebeu do  nosso folclore- Volpi as pinturas das bandeirolas juninas; Villa Lobos vide “trem caipira”,Mário de Andrade em Macunaíma as lendas indígenas , Oswald de Andrade  ‘poesia Pau Brasil”e tantos.

             Retorna o pensamento que impulsionou  escrever este artigo , dois ícones da pintura e da literatura brasileira  são ambos nascidos  em equidistantes regiões do Brasil o nordeste e o Sul  : Paraíba e Santa Catarina , Victor Meirellles  , Pedro Américo, Cruz e Sousa e Augusto dos Anjos
               Este  artigo poderia ter iniciado por Recife dos escultores Brennam e Mestre Vitalino, ou pela Bahia do Jorge Amado, dos Afoxés , da Tropicália e ainda pela poesia  cearense de Patativa do Assaré –tudo para evocar  aspectos da arte e cultura que forjam a  pátria brasilis.

                 Victor Meirellles e Pedro Américo, os mais importantes pintores do sécculo XIX, estudaram na Escola de Belas Artes em Paris e estagiaram na Academia Imperial do Rio de Janeiro. Pintaram quadros icônicos da História: Meirelles - o quadro A PRIMEIRA MISSA NO BRASIL e Américo o quadro O  GRITO DO IPIRANGA.

              Na literatura os dois maiores poetas Simbolistas do Brasil e sem exagero do mundo ocidental  são o catarinense Cruz e Sousa e o paraibano  Augusto dos Anjos.

              A arte Brasileira  é amalgamada na alma  brasileira e isto a cultura o comprova, sem divisões entre popular ,erudito,  nordeste ,sul, norte e sudeste .

             Mergulhemos nesta dádiva da arte e cultura brasileiras mesmo com toda a  turbulência  política que atravessamos -  a nação brasileira é o povo todo unido ,não dividir, menos ainda separar, somar sempre!

* Carmen Fossari- poetisa, diretora de teatro,dramaturga e roteirista.Da Academia Catarinense de Letras e Artes. Doutoranda do PPGEGC./UFSC



terça-feira, novembro 15, 2016

A ilha luante

                        
      
                          A ilha luante
Carmen Fossari
.A lua em estando super _alvoroça
o ser
Prateia nacos do mar
adentra o mundo que habita
Os sentidos.
Tudo carimba imagens
Retrátel cidade
Se expande na lua
Fotos, postagens
Mar de imagens
A super lua
São muitas,uma para cada olhar
Uma para cada extasiar!
E sorridente o universo
movimenta as suas.galáxias
Apenas o momento
Pára!
Lua super
Super lua
Lua luante
Lua Ilhéia
Recortas a Ponte Hercílio.Luz
E em celulares fotos
Virtualmente te capturamos
Mas fugidia e livre
Já buscas espiar o Sol.
Que certamente há de te amar
                           
      15 XI 2016 Ilha

terça-feira, outubro 25, 2016

FOTOS UBU REI -OPT/GPTN





Fotos de Larissa Helena Pinho




Fotos Pré estréia da peça UBU REI de Alfred Jarry. Direção Carmen Fossari. Teatro Centro de Eventos. 25 Outubro 2015. OPT/GPTN.
Fotos por Larissa Helena Pinho
























UBU REI

de Alfre Jarry

Direção Carmen Fossari

Ficha Técnica:

Elenco

Marcos Willerding –Pai Ubu

Juliana Búrigo Sampaio – Mãe Ubu

Uziel Santana
– Capitão Bordura

Sergio Borges – Rei da Polônia Financista, Campones

Suélen Benincá – Rainha da Polônia,Camponesa, Nobre

Mark Kopp – Príncipe Bugrelau,Carrasco

Máximo Pacheco – Czar Russo, Camponês, Príncipe Polonês

Valdir Silva – Nobre, Mensageiro , Fantasma , Soldado

Heitor Daros – Soldado Pila, Nobre, Jurista

Vinicius Godim – Nobre,Fantasma, Soldado

Beth Nogueira – Princesa Polonesa,Camponesa, Soldad@

Jhonatan Costa – Soldado Cotica,Nobre,Povo


Operador Slides : Ivâna Fossari

Operador de Som : Gustavo Dutra

Cenografia: Márcio Tessmann e Grupo

Sonoplastia: Carmen F. e Gustavo Dutra

Figurino: Acêrvo GPTN obras de Dé Beirão e Lou Hammad
(curadoria Carmen F.)

Slides Texturizados, ,Iluminação e Direção Geral : Carmen Fossari