Sexta-feira, Novembro 20, 2009

De( sin) formada!








Carmen Fossari

Bilhões de estrelas
Morrendo
Renascendo com mais intensidade
Milhares de Galáxias e alguns Planetas
Tudo em movimento se transforma
No fantástico Parque Celestial
Orbitando o firmamento mutantis.
Só a gente quer a mesma forma
Onde acomodamos o pensamento
Onde temos um referencia segura
De nós mesmas, um traçado mapa das
Emocionais memórias
Especialmente das experiências
Menos agradáveis
E o medo cristaliza-nos em pessoas
Con FORMADAS
Grito, inda que silente, para que eu mesma escute
O som das estrelas orbitais
Da Via Láctea!
Não a todas as formas de nos reproduzirmos
Estanques, fotografia amarelada de nos mesmas
Trocando o sorriso escancarado
Dos desafios, das inovações e das mudanças
Pelo retrato 3X4, apenas relato de uma
Parte desinformada de nós mesmas...

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

CARTA à MÁRIO PRATA



Carta a Mário Prata

Desde passadas décadas, de tua estréia de dramaturgo, acompanho com avidez, em ler o que escreves: crônicas, romance, roteiro de cinema, portanto como premissa esta carta endereço ao escritor a quem tenho apreço e admiração.
Mas ao escrever esta carta, o faço não movida pelos caminhos de leitora contumaz e sim de uma espectadora de um programa de TV local, onde o entrevistado era a quem encaminho esta missiva.
Dentre inúmeras falas, dedicou seu amor expresso, pelo tempo de habitar a Ilha ao time do continente, o que me pareceu muito simpático, já que vindo de São Paulo e torcedor do Coríntians, aclimatou-se na ilha ao tom nativo do esporte das multidões.
Ao dramaturgo, parece que a paixão ao futebol é sempre muito intensa e assim já se expressaram Nelson Rodrigues, Chico Buarque e você Mário Prata.
Ocorre que você falou algo sobre o AVAI, e neste caso aquele dito reverberou no meu coração azul ilhéu e dramatúrgico.
Dissestes que o Avaí nunca ganhou nada na vida, naquele momento pensei, poderia fazer junto com os moradores pescadores de camarão da Lagoa da Conceição uma Procissão do Desagravo, em nome do título nacional que já houvera ganho o Leão da Ilha, mas pensei
deixa prá lá Carmen, sois tão admiradora do escritor, porque um desagravo a liberdade do cidadão expressar sua paixão?
Mas o futebol, também é paixão, e paixão não se explica a gente a vive e por ela penamos as duras penas e ou as glórias eternas das conquistas.
Ontem quando das últimas partidas do Campeonato Brasileiro da série A do ano em curso, na qualidade de Campeão Catarinense de 2009 o Avaí realizou uma das mais brilhantes partidas, imobilizando o reconhecidamente “campeão dos campeões”, num placar de 3 X 1 a seu favor, veio em minha mente sua entrevista, então com os meus botões disse: Mário, o Avaí, mesmo que desconsideres toda a história de 80 anos e muitos títulos, ao menos hoje tu sabes: o Avaí ganhou de teu time o Coríntians, e com este feito desfez um legítimo sonho da disputa para a Libertadores. Ah a propósito, a beleza do futebol é que como na vida tudo vem em ondas como um mar, tudo são fases, e nenhum time nunca será campeão eterno, apenas ternos nos nossos corações.

Saudações,

Carmen Fossari
Ilha,16 de novembro de MMIX

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

A ARTE DE ENSINAR E CRIAR FIGURINOS



Panorâmica da Exposição de Figurinos para Teatro e Cinema na SEMANA DE ARTE OUSADA, no SAGUÃO DA REITORIA DA UFSC.Ao fundo o belo painel do saudoso pintor Martinho de Haro.



Figurino premiado FESTIVAL NACIONAL DE CINEMA DE FORTALEZA, FILME DE SYLVIO BACK,figurino de LOU HAMAD, roupa de Gavita , personagem, esposa do poeta simbolista Cruz e Sousa





Figurino de Lou Hamad





Durante a Realização da SEPEX, Semana de Pesquisa e Extensão da UFSC do corrente ano,
no Stand do DAC, Departamento Artístico Cultural da UFSC, um belo momento:uma exposição de Figurinos Teatrais , que na sua apresentação contemplava três tempos.
Ao meio do Stand um movel,uma antiga e bela penteadeira, aonde o visitante podia refletir-se no tempo presente e avistar dentro do espelho figurinos a sua direita Futuristas, celebrando o ANO INTERNACIONAL DA ASTRONOMIA e ao lado esquerdo, O Passado, revisitado do Renascimento, período fértil das Comédias Dell Arte e coincidindo com os séculos XVI E XVII, período em que viveu na Itália , o celebrado
"criador da Moderna Ciência"o matemático, astrônomo, físico e filósofo Galileu Galilei.
A exposição do Stand do DAC , reverberava o slogan MMIX da SEPEX: CIÊNCIA PARA TODOS.
A Arte do Figurino de Cinema e Teatro coordenado por Lou Hamad, Figurinista, Professora e Diretora de Arte ,celebrava , atráves de sua ,linguagem plástica a matéria macerada em criação: tecidos, moldes, recortes, pontos, pespontos, estudos a reconstituição pelo ato criativo de um importante momento, o atual que celebra o passado e vislumbra no presente o futuro.

Esta Exposição havia sido realizada de forma ainda mais abrangente no SAGUÃO DO PRÉDIO DA REITORIA DA UFSC, por ocasião da II SEMANA DE ARTE OUSADA UFSC-UDESC .

No Saguão da Reitoria, encontravamos também figurinos criados pela Professora do Curso de FIGURINO do DAC LOU HAMAD, adjuto as criações de seus alunos e alunas.
A excelência do Curso, podemos perceber pela qualidade dos trabalhos d@s alun@s;

Adjunto texto exrtraído do SITE:

www.dac.ufsc.br


Figurino é um traje especialmente criado para auxiliar o personagem a cumprir o seu papel, em um filme ou no palco, diz a figurinista.

A Mostra terá cerca de 30 manequins, divididos em três categorias. Cada categoria representa algumas partes do trabalho de Lou Hamad. Além de expor peças da sua criação, ela também exibirá alguns dos trabalhos dos alunos, criados nas oficinas de figurino que coordena no DAC.

A primeira categoria é de figurinos que foram usados em filmes produzidos aqui em Santa Catarina. A proposta é colocar "roupas que comuniquem por si só" como disse Lou Hamad. Dessa categoria, fazem parte figurinos de filmes como: Cruz e Sousa — o Poeta do Desterro; Procuradas; Um Tiro na Asa; A Coroa; Caminho do Divino e até, do ainda inédito, A Antropóloga - com três trajes: "o bem", "o mal" e " aparição" - entre outros filmes.

A segunda categoria é uma amostra do trabalho produzido na Oficina para Iniciantes. Nessa oficina, muitas vezes há alunos de áreas diversas como Design e Moda. Eles aprendem história dos tecidos, desenho, como reproduzir trajes, critérios para escolher figurino, entre outras coisas.

Na terceira parte da exposição, haverá uma amostra dos trabalhos feitos pelos alunos da Oficina Avançada de Criação de Figurinos, onde se aprende todo o processo de criação e composição de figurino. No final da oficina, os alunos têm que criar seus próprios figurinos. São esses trabalhos que serão agora expostos. O tema dessa exposição será Astronomia, já que 2009 é o Ano Internacional dedicado ao tema.





A figurinista Lou Hamad



Lou Hamad

Maria de Lourdes Ternes Hamad trabalha há 29 anos na UFSC, no Departamento Artístico Cultural. É Mestre em Moda e Criação pela Universitè Lumière Lyon2, França. É Diretora de Arte, indicada para o Kikito de Gramado; Figurinista e Professora de Figurino, História da Arte e Estética dos Cursos de Cinema, Jornalismo, e Propaganda e Publicidade da Unisul; do laboratório de Cinema do Curso de Cinema da UFSC; e das Oficinas de Figurino do DAC/UFSC. Atua na criação de figurinos e trajes de luxo femininos e/ou conceituais e históricos, tendo sido nacionalmente premiada por suas criações. Representou a UFSC no Fundo Municipal de Cinema, em Florianópolis. Foi Júri do Carnaval de Florianópolis e de Laguna por diversas vezes, além de Júri do Festival Audiovisual do Mercosul - FAM. Coordenou a realização de Décor da Feira Internacional de Saint Etiènne no ano do Brasil na França. Entre seus principais trabalhos, estão: “A Antropóloga” - Longa de Zeca Pires a ser lançado brevemente; “Procuradas” - Longa de Zeca Pires e José Frazão.; “Cruz e Sousa o Poeta do Desterro” - Longa de Sylvio Back, entre outros. Prêmio de Melhor Figurino no Festival Nacional de Cinema de Vitória-ES; e Figurinos na França coordenando o intercâmbio cultural com a cidade de Saint-Etiènne.

Oficinas de Figurino do DAC

Lou Hamad coordena duas oficinas de figurino no DAC.

A primeira oficina é para iniciantes. Trabalha com a Decupagem de Textos, Peças e Roteiros; Análise Técnica; Pesquisa e Criação – esse item compreende os aspectos: Desenho, tecnologia e transformação têxtil, e apresentação do projeto - Realização do figurino; Dinâmica do funcionamento da equipe técnica (formação, funcionamento e desprodução).

A segunda oficina é uma extensão da primeira. Trabalha o conteúdo da oficina para iniciantes, apresentando sob forma de Projeto de Coleção. Os componentes da oficina, sob orientação e critérios técnicos, criam 20 trajes conceituais e realizam dois modelos que são apresentados ao final do semestre.

Coordenada por Lou Hamad, a Oficina de Figurino de Cinema e Teatro é realizada pelo Departamento Artístico Cultural – DAC, da Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina.


Fonte: José Wilson Fontenele – Acadêmico de Jornalismo, bolsista no Departamento Artístico Cultural – DAC: SECARTE: UFSC, com material institucional e entrevista com a figurinista.






Jussara Giacomelli, Lou Hamad e Alun@s em Estágio no DAC







Figurinos de alun@s de Lou Hamad





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Quinta-feira, Setembro 24, 2009

POEMA EM HOMENAGEM A GARCIA LORCA


. EL PORTAL DA VOZ- MADRID ESPANHA, PUBLICOU HOJE ENTRE SEUS ESTIMULANTES TEMAS, UM POEMA QUE ESCREVI EM HOMNENAGEM A GARCIA LORCA.
CONVIDO QUE LEIAM E ASSISTAM O VIDEO QUE POSTARAM E OUTROS ARTIGOS RELACIONADOS. ENDEREÇO:

http://www.elportalvoz.com/index.php?option=com_content&view=article&id=885:poesia-a-federico-garcia-lorca&catid=10:scriptum-america&Itemid=103

Segunda-feira, Setembro 14, 2009

ensaio fotográfico; AS LUAS DE GALILEU



















Ensaio fotográfico para divulgação de AS LUAS DE GALILEU GALILEI, que estreará em Outubro dia 16 na Antiga Igrejinha da Trindade, ao lado do TEATRO DA UFSC.
ELENCO GPTN- fotos Dé Beirão e Carmen Fossari.
Parte do elenco que conta ainda com a participação de um CORO VOCAL entoando musicas renascentitas regidos pela maestrina Miriam Moritz.
os figurinos são similares aos que estão sendo confeccionados pelo figurinista Beirão, cenários de Márcio Tessmann, roteiro e direção yo.






























































Quinta-feira, Agosto 20, 2009

RED RAIN



Red Rain
Carmen Fossari


I NEED, SO MUCH HAVE DREAMS, TO DRINK THE RED RAIN IN MY HEART

Terça-feira, Agosto 18, 2009

O AMOR



O amor.
carmen l.fossari
O amor é como uma criança que surpreende
No sorriso aberto e abraço em ternura
O amor é o corpo que amanhece
Logo que a lua adentra a fresta
Da janela entreaberta
E afasta o sono, abrasando
O buque de desejos, que tatuam o quarto
O amor é o perfume
Extraído do frasco
Do melhor do nosso ser
É o medo de atravessar uma e outra
E tantas vezes a rua da solidão
Que um dia o amor se esvai, transmuta
E já não somos d.amor a presa fácil
É o desejo de sentir n.outro
Um rio jorrando estrelas
Quando o olhar pousa o meu olhar
E a criança que fui, retorna
N.alegria infinda
Da pequena eternidade d.encontro
São tuas mãos cavando a terra
Das árvores ao fruto
Que plantas e me recolhes
Do varal onde lavei minha descrença...
O amor é o manto de estrelas
Onde caminhamos em pensar
Como pássaros, voando
Voando...

XVIII-VIII-MMIX
NOSSA SENHORA DO DESTERRO

Quinta-feira, Agosto 13, 2009

Planeta Ilha





PLANETA ILHA

Carmen L. Fossari

AO SUL DOS VENTOS
DE ZHÉPHYRO
CONEXÃO TERRA
EIXO DO DESTINO
TINO DA PALAVRA
QUE LAVRA O UNIVERSO
NESTES VERSOS
TRANSLAÇÃO
DEPOIS O EQUINÓCIO
INVERNO
O LIVRO QUE NASCE
A RAIZ SUBMERGE
A´PONTA DA ESTRELA DE BELEM
TOCA AQUELA ARVORE
EM PROMESSA
SE CUMPRINDO
EIXOS DE CÉLULAS
CÓSMICAS
PULSANTES
ROTAÇÃO
OUTROS LIVROS
PONTEIROS MARCAM HORAS
MINUTOS, SEGUNDOS
O VENTO É A TORMENTA DO TEMPO
É O SILENCIO DE ESTAR
O SER A SE TORNAR OUTROS
APENAS A SÍLABA SILENCIADA
TE ANUNCIA,EIXO DO VERSO
REVERSO DOS MEUS SERES
QUE TE ENCONTRAM,
MENINO DOS DIAS DE ONTEM
NOS ASTROS ADULTO
O OLHO PERPASSA
CAMINHOS, A ALMA
SE MULTIPLICA
E A LUA PLENA
TE ABRAÇA NA ROTAÇÃO DE MEU SER.




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Quarta-feira, Agosto 05, 2009

AMAR



Ilustação:AUGUST RODIN O beijo (detalhe) [Mus. Rodin - Paris]AMAR

Carmen l. Fossari

Queria colher as pétalas
Deste amanhecer de frios
E tremores
Que fosse o invernal momento
Tua oculta face ,daquilo que nunca
Conhecemos d.outro
E de nós,
O nó atado de raízes sob a terra
Do arado amor ,submergiu.
A intensa chuva de desencontros
O sol brilhou intenso,mas o tempo
De florecer nossas raízes esgotou
Egotismo, a palavra que tanto te seduz
´Foi a mesma que te envolveu em seda
Fio a fio de afastamento.
O amor de se viver e correr nas entranhas
Dos sonhos todos os vértices
Ainda me habita inteira ,pinçando
Meus pedaços ,reconstruo
Do querer outra casa à habitar
Ao amor, do amor, para o amor.



Domingo, Julho 26, 2009

ROSALINA: Uma epopéia, um buque de três Rosas.









ROSALINA: Uma epopéia, um buque de três Rosas.

Carmen L. Fossari
Rosalina
Uma rosa pulando na linha
Das horas, foram três, ou melhor, são três
Rosalinas com quem me encontrei
Viandante, aos dias de ontem e hoje.
Uma vez uma personagem: títere,
Ou melhor, um boneco de vara
Que construi aos tempos de estudante
Na universidade,
A construí, uma Rosalina
Toda de sucata.
A cabeça ovalada,
Nasceu do plástico transparente
Que envolvera um ovo de Páscoa,
Recortadas as rebordas
Eis a cabeça, não oca,
Boca pintada de rosa
Depois de papietada e colados cabelos com fios
De um novelo de lã,
Depois a tinta cor de rosa ganhou aderência no rosto,
Mãos cor de rosa, unhas mais rosas ainda.
Vestida de cor de rosa, flor da mesma cor um pedaço de tule
No mesmo tom, tonalizada minha personagem
Era de fato um encanto, embora a intenção dramática
Pensava esta Rosalina com vida teatral ao oposto
De seu invólucro cor de rosa, ela foi criada
Para um teatro de protesto, político
Se ela em forma final de Rosalina sugeria doçura, afetos e
Ao palco e ruas ela evocava em improvisos, o olhar equivocado
Dos que geriam pastas da área da cultura, que se deslumbravam
Com o brilho e esqueciam a vida dura dos artistas e produtores
Que não coadunavam com produções da mass mídia,
Penso que com algumas honrosas exceções
Rosalina teria vida fértil aos dias de hoje

A segunda, uma ROSALINA
, meiga e querida,
Trabalhadora da Universidade,
Mas destes contratos terceirizados,
Onde trabalham muito e ganham pouco,
Tem a paciência de adentrar na sala aonde construímos:
Bonecos, cenários... Objetos para a luz negra...
E lá imbuída de uma alma cor de rosa, organiza nossos desfeitos
E o faz repleta de amor.
Às vezes penso que ROSALINA
Poderia ficar amuada, e seria justo!
Com tantas pequenas tralhas que se acumulam, mas não.
Ela sempre tem boa vontade, uma palavra de compreensão
E a estimo com fervor e agradecimento, por sua generosidade.
Esta é segunda Rosalina que em caminhar vida em dias
Me encontrei ao destino
Mas um dia, antes de ontem
Para ser precisa
Sem o esperar, me surgiu um Rosalina
Um ROSALINA?
Sim a terceira personagem tem o nome ROSALINA
Mas nem de todo assim o é,
Vem evocando da Rosalina
Ser propriedade nominativa
Trata-se de Manuel da Rosalina
Um querido poeta lusitano
Que homenageia o trisavô
E o Bisavô
Portanto falo da terceira personagem de um personagem terceiro
Manoel da Rosalina III
O avô tinha por conhecimento ser o
Manoel. Filho do Manoel da Rosalina
Exímio músico de Guitarra Portuguesa
Convite não lhe faltou para gravar na Espanha,
Digo do Roslina II
Mas olé... Se o disco não foi gravado
Gravou em sangue outros músicos
O pai, Manuel I, filho Manuel II, e o trisisneto, porque o bisneto...
De Música só nas palavras
Que de escritor se fez, mas dos versos
Aonde a poesia evoca
Ser o sereno Manoel da Rosalina
E Rosalina se ala
De cor de rosa colorido
Pintando uma estrada de rosas
Prá esquecermos espinhos, prá sermos
Da vida uma construção de ternuras.


25 de Julho de 2009
ILHA

Quinta-feira, Julho 23, 2009

S(au)OL(dades)





S(au)OL(dades)
foto imagem colhida na Internet.

Carmen L. Fossari

Ecoam as partículas do frio
Como flocos de neve
Cobrindo as arvores os telhados das casas
Para o agasalho o frio o faz cumprir
Para as mãos, nem luvas que aqueçam
Nem outras gélidas mãos
Que não aconchega
De um ninho que o tempo frio
É assim para nos recolhermos
Dentro de dentro de nós
Para fazermos tudo menos
A letargia ao movimento que se divide
E se desfaz por causa dele
O frio
Tem lá sua beleza o inverno
Invernais pulôveres, casacos, cachecóis de listras e cores vibrantes

Tem lá sua magia
(tem lá, mas não aqui)
Quando na serra a neve brinca de ser pintora
De tinta branca. Que se deteriora ao solar raio,
Quando os campos verdes amanhecem
Enregelados, tomados de sustos, brancos de frio...
Tem lá a magia do tempo presente
O inverno, na hora da sopa quente
Do chocolate fervente antes de dormir, que o seja o chá
Fumegante de anis e perfume

Mas tem mais que tudo no inverno
A saudade... Do verão
Do verão, daquele abrasador sol a pino...
Que saudades.

-
ILHA
23 de Julho 2009

Sábado, Julho 18, 2009

a rosa louca


a rosa louca

carmen l. fossari

a rosa louca de pétalas em saias,
despiu a noite, desceu os espinhos
sangrou a madrugada e se fez dançar ,
aos ares o perfume inebriou o epaço
e se fez em tantas na mais profunda primavera
dançarina , pedaço do arco íris,
que não colhemos,
caule de estrelas orbitando aos pés,
estrelar ruelas, o roseiral é bailador.

Sonhos



Sonhos

Carmen L. Fossari




A noite em sua negritude
De lua fugidia
Faz brotar ao jardim onde avistam meus olhos
As régias flores notívagas
Bebendo ao caldo a metamorfose
Dos astros
Servidas na esquina da rua
Onde caminhamos de passos
Tu e eu.
Nuvens densas, como a libélula
Salteando ventos e todos os beijos
Todos os beijos
( meus lábios também )
tatuaram tua boca de sedas e sangue
Teu perfume de ervas
E canto.
De meu amor a querer e mais
Os sonhos que habitaram
Incólumes viajantes
Imagens translúcidas
Projetadas sobre os dois travesseiros
Onde deitas
na cama de madeira crua
as arvores em vida que já foram,
e a nova estação de imagens se diluem
aos matinais clarões do amanhecer
Ficou da noite a sensação dos sonhos
Fica do dia ser amante dos teus sonhos.

PREMIO SELO DUPLO.;






Ganhei estes dois selos lindos!


Quem me presenteou foi a Yara
do Blog
http://queridoblog-yara.blogspot.com/




Tem regras:



1.Exibir a imagem do selo


2. Postar o link do blog que te indicou


3. Indicar 4 blogs de sua preferência


4. Avisar os seus indicados


5. Publicar as regras


6. Conferir se os blogs indicados repassaram o selo e as regras


Eu indico os dois selinhos em conjunto para

http://afilha-do-vento.blogspot.com/

a poesia em mim :
http://otelices.blogspot.com/

dia do sol:
http://diadosol.blogspot.com/

fossaripintor:
www.domingosfossari.blogspot.com

Sexta-feira, Julho 17, 2009

Musica para que sabe apreciar a fina textura do talento!

O MELHOR DA MUSICA EM PORTUGAL :

Recomendo os endereços:

http://www.youtube.com/watch?v=DWceTrwYhEs

http://www.youtube.com/watch?v=W5bx6fM8cMo&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=zJArgMWgfbM&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=5DILgKxvkBg&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=FJ9tqL8OXig&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=bhALDdLF68s&feature=PlayList&p=ED65A6A47C2F2DBE&index=4

http://www.youtube.com/watch?v=rNyPu9cx4Vo

Excelentes músicos, destaque para Ruben Jacinto, que atualmente participa na categoria de músico ator, de um espetáculo teatral em Portugal.

Segunda-feira, Julho 13, 2009

Verbais Ninho de Palavras

Fotos Gabriel Merljak e Carmen


Eliana Bär , Gabriel Orcajo e Mariana Lapolli poema de João Jacinto



Augusto Sopran- Marinheiro, belissimo poema de João Jacinto


Lucia Amante e Nei Perin - Maquinas de Lavar Roupa, ironico e belo poema de Nicolau Flores
















Augusto Sopran, Emanuela Espíndola, Nei Perin



Gabi Borges, Luiza Souto e Cléia Canatto





Elo Dornelles










Elo Dornelles e Lucíola Zaniratto










Rubia Medeiros ..Verde...Lorca



Gabriel Orcajo e Jeane S. Siqueira





Bruno Leite , poema Phoenix de Nicolau Flores(Márlio Silva)









Mariana Lapolli e Augusto Sopran




Mariana Lapolli e Rubia Medeiros







Nei Perin





Cléia Canatto

Segunda-feira, Julho 06, 2009

EL PORTAL DA VOZ- ESPANHA

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Nesta semana a revista espanhola EL PORTAL DA VOZ
http://www.elportalvoz.com/
para minha imensa alegria, publica um poema de minha autoria. Convido-os a leitura.
Abraço
Carmen







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Terça-feira, Junho 30, 2009

VERBAIS II ENSAIO FOTOGRÁFICO


O poeta NICOLAU FLORES (Márlio Silva), nascido na Ilha e hoje radicado na Holanda,tem alguns de seus belos poemas inclusos em VERBAIS, NINHO DE PALAVRAS II.
Emanuela Espíndola, também integra o elenco de Verbais.
Flye criação Michele Millis-DAC



ALunos da Oficina Permanente de Teatro, que apresentarão VERBAIS , NINHO DE PALAVRAS NO TEATRO DA UFSC- PROGRAMAÇÃO 30 ANOS
promoção DAC-SECARTE-UFSC.

fotos de Carmen Fossari





























































Terça-feira, Junho 16, 2009

A PALAVRA UM DIA FUGIU


Ilustração Gorbachev.
A PALAVRA , UM DIA FUGIU
Carmen L. Fossari

Um dia a palavra me fugiu
Como fugiu se ela é abstrata?
Fosse um pequeno bichano
O angorá belo que pensa ser um tigre?
Ou um bebe de mimos, encostado no sofá,
Seria o angorá o felino
a saltar em garras e pelos fugidio
Que nunca o tive em casa,
Fosse a palavra um pássaro em gaiola trinando
entre um alpiste e outro
Que também em gaiolas ,
sendo muitos, nunca os tive
Fosse na coleira um pet dog
Onde deixaria uma parte de meu amor
Como tantas pessoas assim o fazem
Como um filho outro
Que quase a falar
Chora e late quando a coleira
Lhe indica ser apenas uma presa
Em delicatessen ao dispor donatário!
Fosse a palavra algo que eu prendesse
Um pensamento estanque , imutável
Que nunca os tive.
Fosse o que a palavra para que me fugisse
Fosse quem sabe uma parcela d.eu
Vítima de um caudaloso rio
Que navegamos,
A um destino finito,
Enquanto saboreamos navegar
Entre ilhas, mergulhos e oásis.
Quem são as palavras concretas
Que me fugiram ?
E me impediram ao poema
reconstruir outro poema?
Abstratas, coloridas, multiformes,
De perfumes, de vazios, de encontros, do amor
Da solidão, das tentativas , das reconstruções
Das amorosidades , ai fugidias palavras
Uma apenas me retorna, enquanto as
Outras dançam nesta chuva da ilha
Fina e fria
Outras repousam no dicionário do Aurélio
Apenas uma abstrai e se concretiza presente
Fugidia , retorna,
sorrindo me olha,
A desdenho de toda,
mas retornando
na fugidia lembrança, ela a palavra que volta
Volteia na concretude a textura de sua construção
De ser a palavra liberta , a mesma que me faz tão refém:
Saudades.

Sábado, Junho 13, 2009


Ganhei este selo de minha amiga YARA , Blog:http://queridoblog-yara.blogspot.com/

O SELO TEM UM SIGNIFICADO:

Neste selo:
A cor azul representa paz,profundidade e imensidão
A cor dourada a sabedoria,riqueza e claridade das idéias
O prêmio em si representa a união entre os blogueiros"
E como não podia deixar de ser... As regrinhas:
"Colocar o prêmio em situação visível ou linká-lo.
Anunciar através de um link o blog que o premiou
e premiar até outros 15 blogs,
avisando os blogueiros sobre a premiação"
Então vou escolher:

http://diadosol.blogspot.com/

http://fossaripintor.blogspot.com/

http://elainecrespo.blogspot.com/

http://denizkumutanesi.blogspot.com/

http://home.deds.nl/~kaputz/
http://joaocarlosfreitas.blogspot.com

http://poesiasinfantisdeursulaavner.blogspot.com

Sexta-feira, Junho 12, 2009

CELEBRAR O AMOR, MAIS DO QUE O COMÉRCIO

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Ilustração: THE PEASANTS -PABLO PICASSO.
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CELEBRAR O AMOR, MAIS DO QUE O COMÉRCIO
Carmen L. Fossari

OS AMORES VIVIDOS, QUE PERMANECEM
OS QUE VIVIDOS, SE APAGARAM NAS PÁGINAS DE VENTO
SEM TRÉGUAS AO TEMPO
AO SEREM ESQUECIDOS
O AMOR PRESENTE, QUANDO O OUTRO É CAPAZ DE UNIR
NAS DIFERENÇAS E COINCIDENCIAS NUMA FORMA
(NÃO NUMA FÔRMA)
DE ESTAR NO MUNDO AO DIA E NOITE DE CADA TERNURA
AO AMOR PROMETIDO NO SONHO
DE TODA PESSOA CAPAZ DE SONHAR
QUE, PORTANTO, ESTÁ VIVA!
AOS MORTOS CAMINHANTES, QUE NÃO O CRÊEM
E O SUBSTITUEM EM POSSES, DORES, AMARGURAS E LÁSTIMAS
QUE ELE VENHA ESCORRENDO SUAS AEREAS RAÍZES EM TENTÁCULOS
DAS POSSIBILIDADES TANTAS,
DE TECERMOS UM XALE DE ESTRELAS NA AURORA
QUE REBRILHA A ÓRBITA DO OLHAR
EM ÂNGULOS LÂNGUIDOS.
AH! O AMOR AH DE MERECER MAIS DE UM DIA
O 12 DE JUNHO
HÁ DE SER SEU DIA O 13, O 31 , OS RAROS DIAS 29 DE FEVEREIROS
E TODOS OS DIAS DAS SEMANAS QUE NASCERÃO
DEPOIS DE AGORA.
QUE O AMOR É MAIS DO QUE O DUPLO AMOROSO
ROMANTICO PAR
DE VALSARMOS NAS PONTAS DOS PÉS
O CAMINHO DE ESTRELAS E CORPOS BEIJANDO ALMA
SONORIDADES GUTURAIS
DESAFINADAS E SABOROSOS
SILENCIOS ASSIM SEGUIDOS.
QUE O AMOR BORDEJA BEIJOS
OUTROS: DE FRATERNIDADES,
DO CARINHO DAS AMIZADES CÚMPLICES,
COMPANHEIRAS, DIVERTIDAS,
DE PARENTESCOS ,DOS PARES MULTIPLOS
QUE FORMAM A HUMANIDADE
QUE DEVE O AMOR SE ESPRAIAR ENTRE EU E TU,
E ENTRE TODOS
QUE SOMOS NÓS,
DITOS DE MESMO SANGUE, E ALÉM
VIZINHANÇAS, OUTRAS
CIDADES , PAÍSES...
ENTRE A ESPÉCIE HUMANA
ENTRE TODAS AS ESPÉCIES, QUE O AMOR..
AH ! ELE SIM,
ULTRAPASSA A VELOCIDADE DO SOM SENDO ELE MESMO
A VELOCIDADE, A MUSICA
O SILENCIO E A ENERGIA
COMO UM SOL.
SEJAM 12 E TODOS OS DIAS DE JUNHO, JULHO
TODOS OS MESES, DE VÁRIOS E VÁRIOS TEMPOS
TEMPO DE AMAR,
NO TEMPLO DO AMOR,
QUE HABITA DENTRO DE NOSSO SER,
E NADA MAIS.
Ilha 12 de Junho 2009

Segunda-feira, Junho 01, 2009

ILHA, ENTRE RECUERDOS , ARTE Y LUCHA!



Num entardecer de outono, domingo, numa hora usualmente onde findam as alegrias dominicais, um convite irrecusável, a amiga cantora lírica, maestrina, produtora de musicais , regente e outros predicados todos adicionados com pitadas de savoir faire
Ruth Gebler promoveu em sua casa um SARAU. Músicos, cantores líricos,jornalistas, teatreiros, poetas,poetisas, pintor@s.
Sempre considerei das artes a música a mais visceral pois nosso corpo reverbera os compassos, as pausas, ouvir música clássica e popular brasileira com vozes entoando ao vivo desperta um oceano de emoções e memórias. Num intervalo reunimos na varanda para trocar estas emoções falando da ilha de alguns anos atrás aonde ainda Martinho de Haro e Domingos Fossari eram quase vizinhos, amigos. A presença do filho de Martinho, Martin e a cumplicidade histórica do nosso maior Sociólogo Remy Fontana entre vozes "da Primavera" num outono musical alentam o sonho da sociedade aonde os direitos individuais e sociais sejam conquistas tão naturais quanto o cardápio da arte estar em todas as mesas fartas em alimento e saberes nos lares todos deste nosso país. Um evoé à querida Ruth que proporcionou tanta magia.
C.F

Terça-feira, Maio 19, 2009

POEMA PARA FERNANDO ARRABAL


IMAGEM:CAHIERS DU SILENCE FERNANDO ARRABAL


idem








POEMA PARA FERNANDO ARRABAL
Carmen l. fossari

UMA BORBOLETA VOOU DESDE AS FERRUGENS
DOS CARROS DE TEU CENOGRÁFICO MUNDO
DE TANTOS QUE O GESTASTES EM TEU SANGUE ESPANHOL
DO CONFRONTO, DO TEU EXÍLIO E RETORNO AO PÁIS
QUE TE DEU TRÊS IRMÃOS D.ARTE, NAQUILO QUE A FAMILIARIDADE
NAS IDENTIDADES DE QUEM ROMPE E REINVENTA
OS TRADUZEM,
POR ISTO DIGO-OS TEUS IRMÃOS
AQUELES QUE A LINGUAGEM, EM IGUAL
VISCERALIDADE TUA,MOERAM AS CONFORTÁVEIS
IMAGENS E PALAVRAS E DESTRUINDO-AS EMERGIRAM AO NOVO,
OBRIGANDO-NOS REDESCOBRIR ANGULAÇÕES DO OLHAR E
DO PENSAMENTO.
DALI, UM SALVADOR
ONÍRICO,
PICASSO, UM PABLITO DOS POBLITOS QUE CHORARAM NELE
QUANDO PINTOU GUERNICA, E TU
FERNADO, DE MADRE FLHO DE CARMEN
DO PAI QUE A IDEOLOGIA TE ROUBOU A TI
DOS AFAGOS, DOS BEIJOS E CARINHOS
E TU QUE DA PALAVRA EDIFICASTES UMA FLORESTAS DE PÁGINAS IMPRESSAS
AO DRAMA AQUARELASTES O TEU HUMOR
DE OLHARES DE TODOS OS PEIXES
NADANDO NAS AQUOSAS BOCAS, BABILONICAS
ARQUITETO DA NÃO ARQUITETURA, O REVOLTOSO SEM ARMAS
O CAPAZ DE EMBRIAGAR-SE A FALAR COM O DEUS
EM EJACULATÓRIAS DE RIOS NASCENTES DO OCEANO
ARRABALESCO DE TUAS IMAGENS , MULTIPLAS DE TI MESMO
VOANDO SOBRE UMA JOGADA DE XADREZ
CAVALGANDO O TOURO DA INFANCIA QUE SEMPRE VOLTA.
DEPOIS QUE TOMADO DE SANGUE E TEMPO,
TE ESCORREM DO PEITO AS PALAVRAS COM QUE NOS COLOCAS A COROA DE ESPINHOS
NESTA CRUZ DE VIVERMOS EM SOLIDÃO DO EXISTIRMOS ASSIM TÃO DESPROTEGIDOS,
EMBORA AS ARMAS E AS GUERRAS POSSAM SOB TUA ARTE VIRAREM UM PIC NIC.
ARRABAL DE CORAÇÃO MENINO DE AFETOS E AFAGOS AOS QUE TE LEEM MAIS ATENTAMENTE
PROVOCAS O PÁNICO AOS RESISTENTES DEFENSORES
DA ORDEM ESTABELECIDA HIERÁRQUICA... TU NÃO A CREDULAS
E NOS ABENÇOAS AO MILAGRE DE
PODERMOS POR TI ESQUECERMOS AS ABSOLUTAS CERTEZAS
OS ABSOLUTOS SENTIMENTOS E NOS PERMITIRMOS A DÁDIVA DA DÚVIDA,
DA INQUIETAÇÃO.
TU ÉS O TERCEIRO ESPANHOL, FORJADO NA ESPANHA PÓS GUERRA CIVIL
E TODO O PÓ E LÁGRIMAS SE UNIRAM EM ARGILA
ONDE ESCULPES NA SOLIDÃO HUMANA,A FERIDA ABERTA
POR HABIRTAMOS AOS TEMPOS DE UMA TORRE DE BABEL.
CANTO PARA TI, PORQUE ACENDES O AMOR , QUE LORCA TÃO BEM O CANTOU,
MAS TU, O ACENDES EM FOGUEIRA ,
QUE SÃO MUITAS, CREPITANTES CHAMAS
QUEIMANDO NOSSAS ENTRANHAS EM FOGO PÁNICO
PARA QUE NÃO NOS ESQUEÇAMOS, QUE NA BREVIDADE , NÃO CABE NENHUM PODER,
SIM DESAFIARMOS , TODOS ELES, ANARQUICAMENTE.
DESDE NOSSO MAIS ÍNTIMO FORUM PATAFÍSICO, QUE O HUMOR É A ÚNICA PONTE QUE ATRAVESSA O MEDO, O TERROR
E TATUA AO DESEJO QUE A VIDA É UMA FLOR QUE MASTIGAMOS
EM VIVER, MAS RESERVO PARA TI AS PÉTALAS RUBRAS
QUE A EMOÇÃO DE LER-TE AS PERFILAM NUM COLAR DA PALAVRA
LIBERDADE.


Ilha 21 de maio de 2009


.No dia de hoje ao transcorrer da SEMANA ; arte e pensamento no século XXI, FALEI SOBRE OS UNIVERSOS INFINDOSDE ARRABAL, DEVO POSTAR DIA DESTE O TEXTO PORQuE TIVE VONTADE de DEDICAR UM POEMA LIVRE AO CRIADOR DO TEATRO PÁNICO o espanhol exilado em Paris Fernando Arrabal .CF.

Segunda-feira, Maio 18, 2009

Sexta-feira, Maio 15, 2009

SAUDADES.


.Domingos Fossari desenhando.



Pintura de Fossari
in www.fossaripintor.blogspot.com

HOJE , passaram 22 anos do falecimento do pintor. A presença de sua Arte ao seio da familia e da comunidade o trazem sempre tão preesnte, com a igual saudade , que são muitas.
As cores que ele tanto amou colhemos como fios colorindo o cordão das auroras boreais que sua presença em vida fez nascer, que sua ausência ainda sucitam.
Evoé Fossari,fostes, mas também ficastes.

Quarta-feira, Maio 13, 2009

Monday,Sunday...


do autor de Guernica, Pablo P. a reprodução da imagem.


Monday,Sunday

Carmen L. Fossari

Perhaps the money...
but .. art, and passion ,
dog and cat,
children and tree,
old and young
ocean and moon.
Play and love,
for all this
money is mon
never moon
never Sun(day)

Domingo, Maio 10, 2009

balalaika

NIGHT IN MOSCOU..I.D LIKE..ONE Day.









TEXTO MARAVILHOSO DE BORELLI SOBRE BOAL


HOJE O ESTADO DE SÃO PAULO
O oprimido insolente

Lembraremos de Augusto Boal com seu teatro inventivo, que fustigou tabus e estimulou as pessoas a reagirem à humilhação

Romario José Borelli* - O Estado de S.Paulo


- Augusto Boal estava no auge de sua efervescência criativa quando foi preso pela ditadura no Brasil, em 1971. Havíamos chegado havia pouco da Argentina, onde tínhamos feito uma longa temporada de sucesso com Arena Conta Zumbi.

Para a viagem a Buenos Aires, Boal já fizera questão de levar, com o elenco do Zumbi, seu grupo experimental Teatro Jornal. Era o momento no qual ele começara a romper com as formas clássicas de teatro e com seus próprios ajustes ao teatro brechtiano. Surgiam assim formas de trabalho teatral menos comprometidas com o espetáculo tradicional, menos formais, ajustadas a qualquer espaço e realizadas por qualquer pessoa que quisesse ou precisasse se expressar. Ou seja, os recursos teatrais usados por "não atores", de onde surgiram os seus Teatro Jornal e Teatro Invisível, que finalmente desaguaram no Teatro do Oprimido.

Mas Augusto Boal foi muito mais que o criador dessas formas teatrais. Ele foi um agitador cultural como ninguém, que via em tudo uma possibilidade de expressão e a implementava com celeridade e precisão. Sua fala sempre ligeira quase não dava conta de seu raciocínio ainda mais rápido. Ele era sempre guiado pelo visionarismo, no bom sentido da palavra, e sempre dirigia seu foco para onde outros ainda não tinham percebido que havia alguma coisa. Foi assim com o show Opinião (1964), onde brilharam Nara Leão, Maria Bethânia, Zé Keti e João do Vale (com texto de Paulo Pontes, Oduvaldo Vianna Filho e Jaime Costa), que se tornou um marco na cultura brasileira e abriu caminho para os musicais; foi assim com Arena Conta Bahia, onde lançou Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa. Foi assim com o "sistema coringa", em que adaptava a estrutura do "corifeu" e do próprio "coro" do teatro grego a uma busca de expressão do teatro brasileiro. Lançou toda uma teoria a respeito, que estruturava a dramaturgia de Arena Conta Tiradentes, escrito com Gianfrancesco Guarnieri, seu grande parceiro. Também escreveram juntos Arena Conta Zumbi, que fez enorme sucesso no Brasil e no exterior. Os espetáculos se tornaram marcos na luta contra a ditadura.

Seu teatro invisível era uma forma de teatro relâmpago, em que um ou mais atores realizavam, num espaço público, uma performance não revelada como teatro. Por exemplo: dois atores conversavam num balcão de café e um começava a contar como tinha acabado de passar por uma ação truculenta da polícia, enquanto os demais frequentadores do café ouviam, mesmo disfarçadamente. Isso servia como denúncia da truculência policial.

Um caso famoso do teatro invisível deu-se em Milão, onde um casal de atores do grupo do Boal saiu desfilando pelas galerias de um shopping center e o ator puxava a atriz por uma coleira. Outros atores, disfarçados como frequentadores do shopping, fizeram uma intervenção, provocando uma discussão com aquele que puxava a coleira. Isso envolveu mais frequentadores, veio a polícia e armou-se uma grande polêmica, que serviu para trazer à tona o debate sobre a sujeição e a humilhação das mulheres.

O próprio Augusto Boal acabou sendo "vítima" do teatro invisível, quando atores suecos fizeram uma intervenção em um de seus seminários em Estocolmo e, vestidos como policiais, o "prenderam". Depois de muita discussão, que culminou com a violência da polícia e a burocracia do Estado que não tinha liberado o seminário, eles se identificaram e o "soltaram".

Esse era o Augusto Boal, cidadão brasileiro conhecido e respeitado em todos os países, dramaturgo, teórico de teatro, diretor, poliglota.

Escrevi-lhe algumas vezes quando ele estava na cadeia. Era uma situação estranha, pois não sabia o que escrever e o pouco que tinha para lhe dizer tinha de passar por minha própria censura, antecipando a leitura dos carcereiros que lhe entregariam a carta. Então, já mandava a carta aberta para não lhes dar trabalho. Eu não tinha que esconder que era do Teatro de Arena, o que provavelmente eles sabiam. Como sabiam também que eu não representava nada, que não era ninguém senão um jovem perplexo (22 anos), que demonstrava respeito e solidariedade por alguém que sofria. Dizia-lhe apenas que confiasse que estávamos levando o Zumbi e o Teatro de Arena da melhor forma e contávamos com sua volta quanto antes.

Não foi tão fácil. Boal continuou preso e o Arena saiu do Brasil com passaportes alterados para não chamar atenção para nossa condição de artistas de teatro, com a agravante de sermos do Teatro de Arena. No espaço para profissão dos antigos passaportes, tínhamos profissões diversas. Eu era "comerciário" num passaporte triste que ainda tenho. Note-se que a informatização e unificação das informações do Estado ocorreu bem depois; na época, era mais fácil burlar as cancelas da ditadura.

Na França, começamos uma campanha pela libertação de Boal aproveitando o Festival de Nancy, em 1971. Duas pessoas se destacaram nessa luta: o ator Antonio Pedro, que, além da militância política, tinha um ótimo domínio do francês; e Jacques Langue, que era diretor do Departamento de Cultura da Universidade de Nancy e anos depois foi ministro da Cultura de François Mitterrand e ministro da Educação de Jacques Chirac.

Boal foi solto e foi nos encontrar em Paris. Não é necessário dizer o que isso significou. Um dos momentos mais especiais de minha vida foi quando me sentei com ele num café de Montmartre. Ele pediu "deux balons rouges, s?il vous plaît". Não tínhamos nada a dizer. Restava degustar a taça de vinho tinto.

Boal seguiu sua trajetória brilhante pelo mundo, abrindo caminhos, iluminando cantos escuros de nossas mentes. Visionário, não poderia deixar de ser socialista, sempre comprometido com a libertação do homem. Sabendo que o sistema opressor, este sim, é invisível, quando não é uma ditadura escancarada, criou formas e técnicas para denunciá-lo. Criou um método para que o homem usasse os elementos básicos dessa arte milenar que é o teatro para libertar-se do sistema econômico, dos tabus dos sexo, da opressão da convivência com os demais, da religião, da burocracia e de qualquer humilhação. Ao contrário do que muitos pensam, sua vida não foi dedicada ao teatro. Usou o teatro para dedicar-se aos direitos humanos.

Isso vale à pena mais que tudo no mundo. Foi o que Boal nos ensinou. Essa foi sua missão.

*Dramaturgo, musicista e historiador. Autor, entre outras, da peça O Contestado. Músico do Teatro de Arena, fez as peças Arena Conta Zumbi, Arena Conta Tiradentes e Feira Paulista de Opinião. Também como músico, trabalhou em Roda Viva, de Chico Buarque

Sexta-feira, Maio 08, 2009

O AMOR




O AMOR

Carmen L. Fossari




O amor beija a boca que devora o mundo.
E o mundo gira na asa do beija-flor






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Quinta-feira, Maio 07, 2009

Ainda Boal (sempre)



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BORELLI CANTA EM PALAVRAS, O QUE JÁ ENTOOU COM BOAL!!

Próximo Domingo , o dramaturgo, historiador e músico Romário José Borelli publicará no Jornal ESTADÃO,São Paulo artigo sobre AUGUSTO BOAL.
E quem melhor que BORELLI, que viveu a fase bela do teatro Brasileiro, no momento político de maior obscuridade das liberdades democráticas ,com Grupo de Teatro de Arena ,violonista do Zumbi, trilha sonorade do EDU LOBO para ARENA CONTA ZUMBI, OUTROS, para escrever aos detalhes ilustrativos esta história dos nossos palcos, fatias de nossas vidas?

Imperdível , há que ler a quem sabe o porque e o que escreve : BORELLI.



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Terça-feira, Maio 05, 2009

AUGUSTO BOAL.


Foto captada Internet, Jornal Folha de São Paulo.

AUGUSTO BOAL
Carmen L. Fossari


Algumas perdas são tão dolorosas, que tentamos ao longe amainar, até que a ficha da memória emotiva filtre os ruídos e sem saída nos demos por vencida!
Augusto Boal partiu, atravessou o umbral do portal, aonde viajante algum jamais retornou, como descreve a imagem da morte Shakespeare em versos de HAMLET.
E me lembro de Boal , falando de Shakespeare, em uma das vezes que tive a oportunidade de estar perto e o escutar avidamente, falava do equívoco das pessoas em considerar Romeu e Julieta um drama sobre o amor, ao contrário, é a história dos rancores, dos ódios, da posse , do ódio entre famílias. Creio que muito desta visão deve-se em parte a convivência com a esposa psicanalista e no mais ao seu privilegiado cérebro que era irradiado por um coração repleto de sonhos da NÃO OPRESSÃO NO MUNDO.
Conheci junto com um trabalho com o Grupo Citée (PENSO SER ESTE O NOME FAZEM MAIS DE 20 ANOS) da França, num espetáculo que levava 10 horas, sendo que às duas horas iniciais o grupo preparava o público (em equipes) através de jogos para serem co-atores e co-autores da obra, sempre que alguma situação incomodasse o espectador, ele podia bater num prato de metal, efeito de som de um bumbo e entrar no local da personagem e propor outro destino daquelas personagens.
A proposição de seu Método, e do sistema Coringa de interpretação, e a radicalização em relação ao TEATRO INVISÍVEL, deram notoriedade internacional, sem dúvidas o Boal é respeitado no mundo todo e muito amado.
Sua dramaturgia é ferina ao sistema e uma poesia aos sonhos socialistas.
Boal , muito pouco se interessou ao Teatro dito comercial , embora fosse um diretor
espetacular a direção que fez do espetáculo FEDRA, com Fernanda Montenegro e
Edson Celulari (nas mãos de Boal , foi excelente ator), antológica, bela, ritmada, trágica ao sentido mais profundo.
Muito s exercícios do universo teatral Boal copilou-os e acrescentou inúmeros outros num livro habitue , dos estudantes de teatro e professores :100 EXERCÍCOS PARA OS ATORES E NÃO ATORES, depois vieram às obras mais reflexivas , seus textos e suas andanças mundo afora pregando o Teatro como uma possibilidade de mudar e romper situações.
No ano de 1997 na Universidade de Cayey, em Porto Rico lecionei uma Oficina
ao GRUPO TEATRO DEMUS e atores convidados de Porto Rico e EEUU.
O tema da Oficina? AUGUSTO BOAL, "além das TÉCNICAS LATINO AMERICANS DE TEATRO POPULAR”, e com os alunos preparamos a versão de ROMEU e JULIETA, na luta entre a possessão norte americana (que mais tarde infelizmente ocorreu) por aquela Ilha, como diz o maravilhoso musico Cubano Pablo Milanês: Cuba e Porto Rico son dos alas del mismo pájaro.. que quieren volar..."
Lembrar de Boal é lembrar das lutas populares , tocar os olhos nos humildes, nos desprovidos mas também naqueles que em outra situação sofrem os mecanismos da Opressão.
Algumas ressalvas mantenho, e são profundas, relacionadas especialmente ao TEATRO INVISÍVEL, não concordo que um jogo se estabeleça sem que ambos os jogadores estejam conscientes da trama armada e outra é que Bertolt Brecht, poderia muitas vezes ter sido citado como fonte de inspiração. Toda esta fonte de inquietação até o contemporâneo TEATRO Pós DRAMÁTICO, tem sua cama feita pelo poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht.

Boal, um arguto construtor da paz, te aplaudimos , enquanto ainda soluçamos nossa saudades.
Com amor
Carmen Fossari

Sábado, Maio 02, 2009

LUA NUA

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ilustração Sir Francis Dicksee

LUA NUA
Carmen Fossari

Ao sol que caia vagarosamente
Esgueirei espiando ,
Para espanto teu-
Alguns passos que
avançavam em jogar a saia da tarde
ao vento, nas nuvens.
Coloridas de laranja cor,
almíscar perfume.
Riscados de nuvens,
Um xale aos ombros,
Da abóbada celestial
Abraçava o ocaso.
Os pés da noite avistamos,
Seguido de escuridão e nas mãos um
Balaio repleto de estrelas.
Passou por uma fresta e adentrou
Pendurou a noite em cordão de prata
Uma a uma as estrelas no varal.
Guardadas as tintas do dia no armário
Rodou suas redondas saias, sobre saias
E saiu girando a galopar ao encontro de Centauro
Só teus olhos deste amor que tudo vemos
Ainda brilharam e tocaram na borda da lua nua
Jorrando estrelas,espirrando os pirilampos
Da floresta cósmica que em sonharmos habitamos.




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Quinta-feira, Abril 30, 2009

Quem?



Quem?

Carmen L. Fossari

Tatuo a folha em branco
De todos os silêncios
E escuto a sinfonia
Anacrônica quando
Olho o painel de tintas
Obscuras.
As esculturas em cinzas
Ainda escorrem na labareda
Do último vulcão em lavas
Que te revelastes
Antes que eu soubesse tua verdadeira face
De jasmins, cravos e gaivotas, que a saber te pensava eu
Olho em minhas mãos a máscara do cordeiro
E sob ela o uivo de quem ladra
Sob a lua cheia , com o se fosses uma matilha
Escrevo a primeira palavra arada
Que sonoramente me aproxima
A inspiração:fragilidade, então escuto
As ranhuras do espelho que se rompe
Estes pedaços caídos sob o chão
Refletem cada qual a tua agora
Fragmentada imagem de estares
São turvas , opacas, taciturnas
Mas pertencem a ti :quem desconheço.