sábado, março 03, 2007

a pequena eternidade ou a permanência do amor.

carmenluciafosari

Mesmo que não o queiras
O amor se espraia
Ainda que caminhes
Distante
No primeiro vento
Ele volta
Te enleia
Embora tentes
Inutilmente
Distante,
Em todas as intâncias
Ele permanece
E quando pensas
Posso espreitar
A vida, debruçada
Na janela
Quando vês
Ele, já entrou de novo
Na casa que teu corpo
Habita
E, ele o amor
Preenche até
As gavetas que inutilmente tentastes
Deixar trancadas
Pois ali também entra o amor, como
Uma carta registrada
De destino certo
Como a revelação da foto
Que já não pretendias
Das poses reveladas
A imagem emergir

2 comentários:

Domphilos disse...

Mais uma vez não posso deixar de concordar com os pensamentos que escorrem pelo seu poema. E juntando a beleza com que escolhe as palavras para transmitir a força da sua ideia, então nas ce um poema. Sim, o amor tem essa força, o amor está em tudo e em todos, e permita-me que o diga feliz e infelizmente... Deveriamos conseguir dizer não ao amor quando assim entendessemos e dizer sim quando assim o desejassemos.
Um bem haja...

carmen fossari disse...

Dom, se ao menos tivessemos esta força de dizermos não ao amor, quando,ele se nega atravessar a rua do encontro.A rua do encontro é singela,um pássaro que pousa no fio que conduz eletrecidade, e descansado retorna seu vôo,mas,ainda que em versos entoemos loas, tem lá seus caprichos o amor,acho que o amor é um menino mimado as vezes e outra até mal educado, mas quando sorri e atravessa a rua, temos que chamar PESSOA, e abençoa-lo por ter dito :TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA.
Bem haja, sua visita, que sempre traz luz,obrigada.