segunda-feira, dezembro 18, 2006

RECUERDOS , sou os seres que conheci e me tatuaram

Dentro de dentro do ser, habitam todos os seres que conheci, alguns carrego por toda a vida, em primeira página revelados , várias vezes , quando a emoção aponta fatos,retornam etéreos, as vezes reais, outras nos sonhos.
Sinto saudades, de uma mulher, no Chile que em 1996, depois de asssitir meu teatro, vai correndo a sua casa e, me entrega uma caixinha de madeira, que ela mesma criptografou ,no México recebi de um menino uma ceramica, era um menino indio em Oaxaca, assim em todos os lugares itinerantes,onde meu palco aportou, e depois vida afora, diante de uma notívoga fase e, as outras tocadas de sossego no lar doce lar.

Outro dia sinto saudades do pescador, que em outro momento cantou-me ao gravador, da entrevista , que lhe fazia, uma bela cantiga e os segredos do mar :mas que o mar ninguém pode....

E, depois, já estou sentada no bar do Jornalista, e cantamos samba raiz, com autenticos musicos populares, outro dia, me vem na pele os artistas de circo mambembe, com quem convivi quando fizemos o documnetário VIVA O CIRCO.

Assim as pessoas do universo que abrigo no meu ser se multiplicam, aí lembro de um dia passear com Antonio Gades , na Lagoa da Conceição, um amigo eterno... são tantas as presenças, e ausencias, que acho que estou hoje com saudades de mim, do Eu, que não sou eu mesma, e
que apenas o sou, quando posso plasmar na minha epiderme todos os seres com quem afetivamente convivi, ainda que breve.
Mas amanhã , outras pessoas conhecerei e então , outra serei dos outros outras pessoas conhecidas ao meu ser.

Um comentário:

evandro rhoden disse...

Carmen, saudade das tuas emoções...
mais um ano se vai, e nessa epóca assim quando fica perto do fim da feira, do fim da festa, fica vontade de descansar um pouco perto dos amigos, pelas festas, feito feras no fim da caça longa,
jornada de um ano, de um dia é bom encontrar pelas redes, sempre solta, uma palavra de um olhar amigo.