quarta-feira, dezembro 20, 2006

FALA DO POETA AO LANÇAR RECANTOS DA LUA

Falas ditas em Lisboa, por João Jacinto, no lançamento de RECANTOS DA LUA, aos quinze dias do mês de dezembro do ano e curso




As palavras que foram ditas
Recantos da Lua


Agradeço a vossa presença.

Este dia é-me especial.

Depois de Ruben, o primogénito,

de João Jacinto, o Júnior,

Recantos da Lua.

A árvore já foi plantada.

Quando me perguntam, desde quando o meu interesse pela astrologia e agora pela poesia,

eu respondo;

desde sempre.

E é verdade!

Desde muito cedo que me interesso por astrologia, por poesia, por música, por pintura, por teatro…

Musica
Queria ser pianista, mas tinha um pai músico, fagotista, que não consentia que outro, que não ele me ensinasse música. A opção seria um instrumento de sopro. Ainda aprendi trompa de harmonia, mas eram as teclas, as cordas, que eu desejava.
Musica, excluída!

Artes plásticas
Lembro-me de ter participado em vários eventos, quando criança, ligados à pintura e de ser elogiado e apreciado pelas borradas vanguardistas que na altura, já manifestadas no papel.
No liceu tive boas notas e tinha o apoio e o incentivo dos professores para seguir
Artes.
Mas essa também não foi a escolha.

Teatro
No teatro tive a primeira experiência falhada e traumática antes ainda da primária.
Falhada, porque adoeci e não consegui as melhoras necessárias para estar presente no dia do espectáculo.
Traumática porque não me deram o papel principal, o do João Ratão, mas sim o do felino, que nunca casaria com a Carochinha.
Mais tarde quando frequentei um curso de formação de actores e tive de representar o papel principal fiquei apavorado, ao ponto de chorar em palco, durante os ensaios. A persistência do encenador, fez de mim um sucesso.
Actor, também não. Demasiado complicado para pisar o palco.

Astrologia
Interesse e curiosidade desde muito cedo. Desde os nove anos, sensivelmente.
Aos vinte matriculei-me num curso de astrologia. Frequentei-o e conclui-o com bom aproveitamento.
Nunca pensei ser astrólogo.
Em 1996 surgiu a Astroflash e desde aí não parei.


A poesia

e o Recantos da Lua

Os recantos das minhas emoções
Os recantos da minha infância
O canto da minha alma
A Lua e o feminino.

As mulheres da minha infância


Este meu livro dedico-o a três mulheres:

Maria Isabel – a minha avó Isabel
Maria Georgina – a tia Georgina
e Aurora de Jesus.

Estas três mulheres tiveram um papel muito importante na minha educação e na minha formação, durante a minha infância.



A minha querida avó Isabel, de quem guardo o melhor; o sonho, a força, a fé, o amor…

A minha tia-avó Georgina, de quem guardo a dedicação, o saudosismo, o espírito de independência e a resignação…

Foi no Externato Académico, da minha avó Isabel e da minha tia Georgina que praticamente vivi e estudei até à 4ª Classe.


A terceira mulher da minha infância, a quem eu dedico este livro, chamava-se de Aurora.

Aurora de Jesus, uma mulher sábia, de muita idade, viúva, surda, devota a Deus (evangélica) e tinha um ideal político, que se opunha ao regime vigente da época. Também esta Dona Aurora tinha um papagaio; foi ele o responsável pela nossa amizade.
Estávamos nos finais dos anos sessenta.
Tardes passadas entre o tabuleiro de damas e as conversas de sabor proibido, faziam-me despertar de espanto. Ouvia-a falar de religião e de política. Escutava-a e estimulava-a pela minha argumentação e sentido crítico. Ela com facilidade lia-me os lábios e docemente pressentia-me o olhar. Saía sempre vencido, mas satisfeito.
Falava-me também dos poetas e da poesia.
Incentivava-me à leitura e à escrita; à poesia.
Ofereceu-me um livro, que fazia parte da sua biblioteca.
Apesar de, no presente, não fazer uso dele, guardo-o e estimo-o como se fosse um tesoiro, uma relíquia. Ele liga-me ao passado, à infância, à Dona Aurora e desperta-me a memória, para as primeiras tentativas de poeta;
o Dicionário de Rimas de Costa Lima.


Recantos da Lua

As contradições entre a necessária segurança
e o impulso instintivo para descoberta
O conflito entre o medo e a coragem,
A inquietação pela verdade crescente
E o repudio pelas utopias castrantes.
Recantos da lua
O desejo de pôr sempre tudo em causa
O pôr-me em causa
O desvendar-me…
A vontade desesperada
Por nunca desistir
de sonhar e
Amar.

De
Ser criança!

Recantos da Lua

As contradições entre a necessária segurança
e o impulso instintivo para descoberta
O conflito entre o medo e a coragem,
A inquietação pela verdade crescente
E o repudio pelas utopias castrantes.
Recantos da lua
O desejo de pôr sempre tudo em causa
O pôr-me em causa
O desvendar-me…
A vontade desesperada
Por nunca desistir
de sonhar e
Amar.

De
Ser criança!



Agradecimentos


Quero agradecer mais uma vez a presença de todos.

À minha mãe, pela vida.

Ao meu pai, pela vida e pela música.

À minha irmã. Ela também está neste livro.

Aos meus filhos Ruben e João, pelo amor.

Aos meus amigos de infância e da adolescência, aqui presentes. Obrigado, pelos longos anos de caminhada.

Aos meus amigos, pelo o incentivo, pela convivência, pela partilha, pelo amor…É tão bom ter amigos como vós.
beijos

Aos meus amigos Orkuteanos aqui presentes.
Obrigado por terem vindo.

O António Moreira da Silva,
Foi por sua causa que abri um blogue e comecei a divulgar a minha poesia.
Eu penso que ele é o grande responsável, assim como todos os que o visitaram e me presentearam desde Junho, com mensagens, mails, depoimentos…vindos de todos os recantos do mundo e são já mais de 8.000.
Também o António teve a gentileza de abrir uma comunidade com o meu nome e de me a oferecer, no Orkut.
Para quem não sabe o Orkut é o espaço cibernético compartilhado actualmente por 30 milhões de pessoas.

À actriz Carmen Fossari.
Professora e directora de Teatro na Universidade Federal de Santa Catarina no Brasil.
E que me surpreendeu quando recebi, um mail, informando-me da peça De Como Ser, que estreou no dia 12. Tendo incluído poemas meus, de Fernando Pessoa, de Cecília Meireles e de Carlos Drummond Andrade.
Quem sou, para merecer tão honrosa companhia?
Só uma pessoa muito amável, de um coração imenso, me colocaria nesta situação. Estimulando-me o ego e a criatividade.

Profundamente agradecido, à rainha do Teatro
Carmen Fossari


Quero agradecer

à Magna Editora, ao Emanuel Vitorino e ao Gonçalo pela oportunidade dada.


Quero agradecer à minha amiga Fátima Bernardo, que me acompanhou desde o início
neste processo.

Vou ler um pequeno poema
e dedico-o, neste dia

Estar vivo
de força
de esperança
de alegria
de sonho
de vida...
E ter na coragem
o entendimento
do tempo
com a sabedoria
da eterna
juventude.
Parabéns!
Com amor
e vida.

Muitos parabéns, Fátima!
Quero agradecer ao El Corte Inglês e à minha grande amiga Susana Santos,
por tanto,
por tudo.
Bem hajas Susana!

Quero agradecer a participação dos meus amigos e excelentes actores;
palavras para quê, são artistas portugueses…
André Maia e Carla Andrino,

Grandes companheiros de caminhada.



Á minha querida amiga Ana Paula Almeida, sempre pronta para socorrer, ajudar, sempre na linha da frente… Obrigado Ana Paula.



O meu obrigado, também à Susana Fernandes do El Corte Inglês


À minha amiga Áurea Ataíde, pela ajuda, na revisão dos textos e pela minha saúde.


Ao Miguel Reino, o fotografo de serviço.
A ele deve-se a bela foto da capa e da contra-capa.
Um ser extraordinário, um grande artista.

Ao Fernando Moniz
Pela dedicação e pela paciência,
Por todo o apoio que sempre me deu.
Obrigado Fernando.


Mais uma vez

Muito obrigado

Foi um prazer tê-los comigo

neste dia

Dos

Recantos da Lua


Bem Hajam

4 comentários:

Manuel Marques disse...

Olá! Já passeei algumas vezes por este blog, estive nesse lançamento do João Jacinto, gosto mesmomuito dos poemas dele, têm garra, força, sentimento, inventividade, magia.

Eu também sou poeta e também ando lá no meio dos 30 milhões de orkuteanos!

Beijos e reverências pata si Carmen!

carmen fossari disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
carmen fossari disse...

M.Antonio Marques
Fco feliz de saber que visitou este armazém, quanto a ter estado no lançamento de RECANTOS DA LUA, que sorte a sua, eu desejei muito alí ter estado ,mais que apenas as energias.
Também visittei o seu mundo poético aqui , na internet formatado em blog, seriam os blogs os pequenos globos/mundos dentro do mundo?
Meu carinho à si e sua poesia, e um evoé ao 2007 que está a chegar. Carmen

4:25 PM

João Pimentel Ferreira disse...

O Senhor Emanuel Carmo Vitorino, editor da Magna Editora é um BURLÃO e VIGARISTA. Burlou-me e roubou-me 750€ num contracto de edição que nunca cumpriu. Rogo-lhe que não apague este comentário para que todos os vigaristas sejam expostos na praça pública. Nunca se sabe se o próximo pode ser você. Veja os factos e as provas e toda a história em http://www.veraveritas.eu/2011/12/lastima-chamada-justica-portuguesa.html