segunda-feira, abril 13, 2009

RAMAS




RAMAS
Carmen Lúcia Fossari

Urdi das ramas a noite,tatuada de breus,
O caminho de encostas e,
atalho ali, onde dois olhos oblíquos
São os meus fugidios de retornarem.
Enguli como filetes de luas
Meu pranto ,como se de prata cor, pranteados.
Esparramam sons de gaivotas e pedras.
Fugidia de rotas, volteio os nós dos ventos,da chuva.
Chovem açucenas , as rebordadas
Brotadas no deserto árido de onde estou e passo a ser.
Fagulham na epiderme da dor o pássaro
Que traz o amor e o dia escorrendo em seu voar.


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Um comentário:

Lice Soares disse...

Seduziu-me a forma como utiliza as metáforas, colocando,harmoniosamente, melodia em cada verso teu.
Obrigada pela visita e um beijo no teu coração.