quinta-feira, outubro 25, 2007

VISÃO




VISÃO

carmenluciafossari

UM FIO DE PRATA LIGOU
AS TRES PONTAS
ERA LUA ERA SOL ERA EU
NA ESTRELAR NOITE
E TECEU A TEIA
ATOU-SE AS AMARRAS DE BARCOS
SEM PRUMO
LANÇOU-SE EM ÁGUAS
O LEME E O OUTRO BARCO
NAVEGOU ALADO

RUMAVA A BRUMA
PERDIDA DE ONTENS
PENDURADAS NOS VARAIS
DAS PORTAS FECHADAS
DAS JANELAS ENTREABERTAS
DO CESTO DE VIME
CARREGADO DE CACHOS DE UVA
AO VINHO EM ESPERA

ERA A AUSENCIA REPARTIDA
EM DIAS, ERA O SILENCIO
DE NÃO MAIS QUERER
ERA UM NÃO EMUDECIDO
AOS SINS, TENTATIVAS DA IÇAR AS VELAS

ERA DA IMAGEM O OUTRO VERSO
REFLETINDO LUAS DESNUDAS DO PUDOR
E TAMBÉM FOI O ÚLTIMO ALENTO
ATÉ VIRAR UMA PONTA
A BRILHAR FRAÇÃO
PENSANDO SER ETERNA COM
A ESTRELAR VISÃO.

Carmen Fossari

8 comentários:

Fernanda e Poemas disse...

Olá Carmem,lindíssimo o seu poema.
Bom fim de semana.
Beijinhos,
Fernandinha

carmen fossari disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
carmen fossari disse...

Obrigada FERNANDINHA

BEIJIM E ÓTIMO FIM DE SEMANA.. ALGUNS DEPOIS DE SEU DESEJADO..RSS ESTIVE A VIAJAR

BEIJIM
CARMEN

joão jacinto & poemas disse...

Olhei para o céu
e senti falta
de uma estrela;
explodiu,
cansada
de iluminar.
Estava
tão estrelado
como nunca,
mas faltava-me
aquele ponto luz.

A estrela
que morreu
era a minha...

joão jacinto


Belo poema, Carmen!
Felicito-a!
E desejo que a sua estrela sempre brilhe;
e a ilumine!

bj,

jj

Alice disse...

Lindo poema minha amiga. Carmen é possível você enviar uma newsletter sempre que vc publicar algo novo? Beijos!!!

carmen fossari disse...

A ESTRELA CANSADA DE ILUMINAR
SE DESFEZ EM PARTÍCULAS
E O MENINO DO MONTIJO, FICOU TRISTE, A OLHAR AO CÉU REPLETO, MAS
ELE CONHECIA EXUPERY, E COMO UM PEQUENO PRINCIPE, QUERIA A SUA ROSA, OU MELHOR DIZENDO A SUA ESTRELA QUE HAVIA ILUMINADO TANTO QUE DE POUCO ALMEJARA DESCANSAR,
AO NÃO LOGRAR SEU INTENTO
DISSIPOU-SE EM MILHÕES DE PARTÍCULAS..

AO VARAR A MADRUGADA DESCERAM DOS CÉUS AS PARTÍCULAS, CHAMADAS PELO CIO DA TERRA
NA PELE DA COMUNHÃO DE NATUREZAS QUE SE APROXIMAM, MUTANTEARAM DE ESPÉCIE E DA NATUREZA TERRESTRE,
NASCERAM OS PIRILAMPOS.

O MENINO SÓ OS AVISTA DE NOITE ESCURA, AO CAMPO, E JÁ SABE QUE PARA NÃO REPETIREM O ERRO, BRILHAM BREVE E ALTERNAM ENTRE MUSICA E PAUSA, LUZ E ESCURIDÃO, E SÓ A POESIA PERMANECEU INTEIRA, E BRILHA NO MEU CÉU DE ESTRELAR VISÃO...DESDE A ILHA MAGICA


LINDO POEMA, AMEI. BJS

CARMEN

joão jacinto & poemas disse...

A magia palavras,
feita de estrelas,
para brilharem
dia e noite,
sem nunca
se consumirem.

Parabéns, Carmen!

bj

jj

carmenfossari@yahoo.com.br disse...

O poema se acolhido
semeia e ao semear
floresce
se o acolhes
semeias luz, Menino do Montijo

Merci, por toda eternidade de luz
bj

carmen